Festival A Casa da Mãe Joana celebra dez anos de poesia e arte maranhense no Centro Histórico

A idealizadora e coordenadora Joana Golin (Selecta Groove)

O Centro Histórico de São Luís recebe, no dia 29 de novembro, o Festival Poético A Casa da Mãe Joana – 10 Anos. Será realizado no Tebas Bar e Café, na Rua do Ribeirão, 140, um palco fértil para a poesia em sua multiplicidade com programação gratuita e intensa a partir das 17h.

Criado em dezembro de 2014, o projeto cresceu de modo espontâneo, afetivo e contínuo, consolidando-se como a iniciativa independente de poesia mais longeva em atividade em São Luís. Ao longo desses anos, levou artistas a espaços simbólicos como a Escadaria Catarina Mina e o Odeon Sabor e Arte, além de realizar circulação por cidades como Porto Alegre, Florianópolis e Chapecó, ampliando conexões e fortalecendo a cena autoral maranhense.

A edição comemorativa reúne poetas que marcam a produção contemporânea do estado, entre eles Paulo Freire, Brena Maria, Mila, Sollamya, Debs, Oshoock, Paulinho Nó Cego, Failon e Nicinha. O festival também recebe o lançamento coletivo de livros das autoras Daniela Freitas, Milla e Jane Maciel, além da discotecagem dos DJs KL e Agojy de Exu. A programação inclui Oficina de Fanzine com Lanna Luz e atividades infantis conduzidas pela Cia Chegança. Em sintonia com a essência do projeto, o microfone permanece aberto para quem deseja apresentar suas criações, fortalecendo a pluralidade que marca o sarau.

Joana Golin, coordenadora de produção do evento, destaca o significado simbólico da data. “Celebrar dez anos é celebrar a vitalidade da poesia e de quem abraça essa arte com coragem e entrega. A Casa da Mãe Joana se revela como espaço de afeto e descoberta, um palco que acolhe estreias e fortalece trajetórias. Este festival se apresenta como um grande abraço poético à cidade e aos artistas que caminham conosco.”

Lanna Luz ministra oficina de fanzine

A proposta desta edição convida diferentes gerações e estilos. O encontro aproxima poetas da velha e da nova guarda, performers, letristas, compositores e artistas do slam, criando uma verdadeira jam session da palavra maranhense. O sarau segue cultivando homenagens a figuras marcantes da literatura e da arte do estado, preservando o espírito criativo da chamada Athenas Brasileira, berço de nomes como Maria Firmina dos Reis, Gonçalves Dias, Nauro Machado, Ferreira Gullar, Alcione, Didã, João do Vale e Gerô.

Com curadoria especializada e estrutura profissional de som, luz e projeção, o festival reafirma o compromisso em ampliar o acesso à arte da palavra. O coletivo já inspirou publicações como Fala tu: a poesia que vem das ruas, fruto da convivência e da criação coletiva entre artistas que circulam pelo sarau.

A edição de 2025 é viabilizada com recursos da Lei Complementar 195/2022, Lei Paulo Gustavo, por meio do Edital 19/2024 Mais Festivais e Mostras do Audiovisual, com apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão, Governo do Maranhão, Ministério da Cultura, Governo Federal e Tebas Bar e Café.

No dia 29, o Centro Histórico se transforma em território de versos, música, cores e encontros. Uma festa luminosa dedicada à poesia maranhense.

Serviço
O que: Festival Poético A Casa da Mãe Joana – 10 anos
Quando: 29 de novembro de 2025, a partir das 17h
Onde: Tebas Bar e Café, Rua do Ribeirão, 140, Centro, São Luís – MA
Entrada gratuita
Informações: @producaoacasadamaejoana no Instagram

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

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