
O Maranhão vive um momento de redescoberta. Suas paisagens naturais, sua arquitetura histórica e sua pluralidade cultural emergem com vigor no imaginário artístico do país. Nesse movimento, o audiovisual ocupa um papel decisivo, revelando nuances, rotas e uma identidade única. Podemos dizer que estamos em um novo ciclo do cinema maranhense, e dentro desse contexto, destaca-se o trabalho do cineasta Breno Ferreira.
Nas últimas semanas, os olhares curiosos marcaram a presença dos atores Renato Góes e Rubens Santos ao lado de Breno Ferreira, circulando por espaços de São Luís. Eles estão em set para o novo longa, Mensagem no Funeral.
Quiçá posso afirmar que Breno Ferreira é cria de um movimento que nasce do legado de um dos mais longevos festivais do país e berço de inúmeras formações, o Guarnicê de Cinema; emerge como um “filho” desse ambiente criativo que, por décadas, nutriu debates, encontros, experimentações e sonhos cinematográficos. Hoje, ele integra uma safra de realizadores que conduzem o estado a um novo momento, marcado por produções de alcance nacional e por um olhar contemporâneo sobre o Maranhão. Que bom!
Em Ódio e Walter do 402, Breno já fez-se notar por sua capacidade de transformar tipos humanos em narrativas vigorosas. Agora, com Mensagem no Funeral, poderá firmar esse estilo com ainda mais precisão. E o Maranhão é o centro dessa estória, com cenas em São Luís, Arari e Timon, ampliando sua perspectiva estética. A mistura está muito interessante com a presença de nomes como Renato Góes, Suzy Lopes, Talita Younan, Rubens Santos, Zezita Matos, Breno Nina, Áurea Maranhão, Rosa Ewerton, Nando Filho e Lídia Andrade revela a força do projeto.
A estreia está prevista para o segundo semestre de 2026.
Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.









