O espetáculo Argila, idealizado por Áurea Maranhão, em tempo presente, guiado por memória, corpo e território. Em apresentação única, no dia 27 de março, às 20h, no Teatro Napoleão Ewerton, a obra convida o público para imergir em um ritual cênico onde palavra, barro e música compõem uma experiência que aflora os sentidos e à construção de outros modos de existir.
Inspirado nas provocações de Sidarta Ribeiro e Ailton Krenak, Argila investiga as urgências do nosso tempo com rigor e sensibilidade. A dramaturgia, baseada por obras como Sonho Manifesto e títulos de Krenak, constrói um campo de reflexão onde sonho coletivo, justiça climática e resistência feminina aparecem como práticas possíveis de transformação.
Em cena, uma atriz, uma musicista e uma cidade em miniatura feita de barro constroem e desfazem paisagens diante do olhar do público. A direção, dramaturgia e performance são assinadas por Áurea Maranhão, enquanto a direção e performance musical ficam a cargo de Valda Lino, que conduz ao vivo uma trilha sonora imersiva. A argila, aqui, ultrapassa sua condição material e se afirma como linguagem: gesto, memória e possibilidade de reinvenção.
Com uma estética que articula poesia física, som e luz, o espetáculo transforma o espaço cênico em um campo de escuta e deslocamento. Uma experiência que atravessa perguntas essenciais sobre existência, coletividade e futuro, convidando o público a olhar com mais atenção para aquilo que sustenta — e também para o que precisa ser transformado.
Serviço
Argila, de Áurea Maranhão
27 de março de 2026, 20h
Teatro Napoleão Ewerton
Meia R$ 10 | Inteira R$ 20
Classificação: 12 anos
Duração: 55 minutos
Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.









