Festa do Divino da Casa de Nagô une tradição, cultura e justiça climática em São Luís

(Foto: Reprodução /Facebook)

A Casa de Nagô realiza em 2026 o tradicional Festejo do Divino Espírito Santo, consolidando sua importância como uma das principais referências do Tambor de Mina no Maranhão. Fundada no século XVIII e tombada como patrimônio estadual, a casa incorpora nesta edição o debate sobre justiça climática, aproximando saberes ancestrais dos desafios ambientais contemporâneos.

A programação reúne rituais e celebrações que mobilizam a comunidade ao longo de diferentes etapas, como abertura da tribuna, buscamento e levantamento do mastro, missa na Igreja de São Pantaleão, Festa Grande, derrubamento do mastro, ladainhas e roda de Tambor de Crioula para São Benedito.

Além do caráter religioso e cultural, o festejo fortalece ações comunitárias ligadas à segurança alimentar e ao acesso à cultura, com distribuição gratuita de alimentos e ocupação cultural do território. A participação das crianças no Império do Divino e o protagonismo das mestras caixeiras reforçam a continuidade de tradições transmitidas pela oralidade.

Neste ano, a celebração também propõe reflexões sobre sustentabilidade ritual. Símbolo central da festa, o mastro, antes retirado diretamente da floresta, hoje precisa ser adquirido em madeireiras, evidenciando impactos ambientais e mudanças nas práticas tradicionais.

Como parte da programação formativa, o festejo realiza a roda de conversa “O mastro do Divino – Desmatamento, Racismo Ambiental e Tradições Afro-Religiosas”, além da oficina “Sete Tipos de Ervas”, dedicada aos usos ritualísticos, medicinais e ecológicos das plantas sagradas.

Ao reunir espiritualidade, memória e consciência ambiental, a Festa do Divino da Casa de Nagô mantém viva uma das tradições mais importantes do Maranhão e amplia o diálogo entre cultura popular, território e preservação.

Acompanhe: https://www.instagram.com/nagonabioton/

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

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