Sesc-MA abre Balaio de Sotaques 2026 com homenagem inédita aos Mestres e Mestras da Cultura Maranhense

Antes da festa, o reconhecimento. Antes do palco, a reverência. O Sesc Maranhão abre oficialmente a edição 2026 do Balaio de Sotaques com uma homenagem inédita dedicada aos Mestres e Mestras da Cultura Maranhense, celebrando trajetórias que ajudaram a preservar, reinventar e transmitir alguns dos mais importantes patrimônios imateriais do estado.

A cerimônia acontece nesta sexta-feira (5), às 18h, no Teatro Sesc Napoleão Ewerton, em São Luís, e inaugura um novo capítulo em um dos mais tradicionais projetos juninos do Maranhão: colocar no centro da celebração aqueles que sustentam, com memória, ofício e continuidade, as manifestações culturais maranhenses.

Nesta primeira edição da homenagem, serão reconhecidos quatro nomes que representam diferentes linguagens, territórios e saberes da cultura popular: Mestra Mãe Duca, referência do Bumba-meu-boi Mimo de Santo Antônio, sotaque da Baixada; Maria Luiza Santos Abreu, bordadeira do Bumba-meu-boi Rama Santa e guardiã do saber artesanal do sotaque Costa de Mão; Mestre Tunico, do Tambor de Crioula da Fé em Deus; e Mestre Gilmar Rocha, músico, cantador e uma das principais referências da Dança do Lelê de São Simão.

Mais do que uma homenagem, o momento simboliza um gesto de reconhecimento aos saberes que atravessam gerações e mantêm viva a identidade cultural maranhense. Como parte da iniciativa, cada homenageado receberá um incentivo simbólico de R$ 5 mil, reforçando a importância de proteger e valorizar práticas culturais construídas coletivamente ao longo do tempo.

A programação da noite inclui ainda discotecagem de abertura com a jornalista, pesquisadora musical, curadora e DJ maranhense Vanessa Serra, além de show de encerramento com o cantor, compositor e violonista maranhense Roberto Ricci. Um vídeo-memória especialmente produzido para a ocasião também apresentará fragmentos das histórias e trajetórias dos homenageados.

Balaio de Sotaques 2026

Consolidado desde a década de 1980 como um dos principais eventos do calendário junino maranhense, o Balaio de Sotaques reafirma, nesta edição, sua vocação de encontro entre tradição, território e diversidade.

Com programação gratuita e descentralizada, o projeto ocupa diferentes espaços e comunidades com apresentações de bumba-meu-boi em seus diversos sotaques, tambor de crioula, cacuriá, quadrilhas juninas, dança do lelê, shows populares e, neste ano, recebe pela primeira vez a Dança de São Gonçalo, do município de Viana.

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade
PIX DIÁRIO DE BORDO SLZ
Arquivos