
A bailarina maranhense Alícia Saul está de volta a São Luís, após uma trajetória de formação e atuação que passou por importantes palcos do país, entre eles o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e companhias de dança em São Paulo. Filha da bailarina e diretora Olinda Saul, fundadora do Ballet Olinda Saul, e do bailarino cubano José Pereda, Alícia retorna à sua cidade natal para compartilhar experiências e contribuir com a escola que marcou o início de sua história na dança.
Desde muito cedo, Alícia foi apontada como uma promessa do balé clássico. Com disciplina, talento e proporções físicas privilegiadas para a dança, construiu uma carreira sólida que reflete tanto sua dedicação pessoal quanto a herança artística de sua família.
Agora, de volta ao Maranhão, a bailarina traz consigo o conhecimento acumulado em anos de formação e vivência fora do estado. Sua presença fortalece o trabalho desenvolvido pelo Ballet Olinda Saul, referência na formação de novos talentos em São Luís, e reafirma a importância da dança como expressão cultural e artística na cidade.
Com projetos que seguem se expandindo, Alícia continua mirando novos palcos e companhias internacionais, mas faz questão de manter vivo o vínculo com sua origem: “É sempre especial voltar para onde tudo começou”, afirma.

Em postagem no Instagram, Alícia reflete que durante muito tempo, disseram que a dança clássica e a cultura popular não podiam ocupar o mesmo palco. Mas aqui no Maranhão, a gente desafia esse discurso. A bailarina veste uma careta de Cazumbá para lembrar que o corpo que dança balé também pode agregar o peso e o brilho das tradições populares. E diz: “Nem todo palco é europeu. Nem toda dança precisa ser uma ou outra. Aqui, somos mistura, somos resistência, somos arte que nasce do povo e vai longe”.
(V.S)
Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.









