Bumba-meu-boi – Batizados acontecem hoje até o amanhecer do Dia de São João

(Foto: Vanessa Serra)

Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, o bumba-meu-boi do Maranhão, obedece um ciclo dentro do ritual da manifestação. São várias atividades durante todo o ano, mas no calendário, o batismo, o auto e a matança são os três momentos principais. 

O batismo acontece sempre logo após o ensaio redondo, o último dos ensaios das toadas e coreografias, quando os  grupos se preparam para a festa. No batismo o boi é abençoado pelos padrinhos. 

É nesse momento que se conhece o novo couro do Boi, que fica encoberto até o momento da consagração; o couro do boi retrata, em formas e desenhos, as homenagens e tema escolhido para a temporada; é feito geralmente com veludo (sob uma estrutura de madeira – carcaça ) e mostra toda a exuberância dos bordados de miçangas e canutilhos, tudo feito à mão. 

Alguns se batizam na véspera de Santo Antônio, mas a maioria deles, inclusive, os mais tradicionais, o batizado acontece na véspera do Dia de São João, 24 de junho.

Em São Luís, a igreja de São João está em reforma, e a programação católica ocorreu na Igreja de Santo Antônio, mas a procissão foi finalizada com uma missa campal realizada no largo da Igreja de São João, localizada no Centro Histórico.  

Entre os grupos de bumba-meu-boi que terão o Batismo, em suas sedes, nesta noite do dia 23, estão:

Boi da Floresta (sotaque da baixada) – Rua Tomé de Souza, Floresta (Liberdade).

https://www.instagram.com/boidafloresta/

Boi de Leonardo (sotaque de zabumba) – Rua Alberto de Oliveira, 150, Liberdade.

https://www.instagram.com/boideleonardooficial/

Boi de Pindaré (sotaque da baixada) – Rua 48, S/N . Bairro de Fatima. Na entrada do Parque Amazonas, em frente ao Ecoponto.

https://www.instagram.com/p/DLNnOeJp9Bc/

Boi de Maracanã (sotaque da Ilha) – povoado de Maracanã, zona rural de São Luís.

https://www.instagram.com/boidemaracana/

Após a bênção do batismo começa oficialmente a temporada de apresentações do boi, onde ocorre o Auto do boi.

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

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