Chão SLZ celebra 10 anos, é selecionado pela Funarte e abre chamada nacional para residência artística

Uma trajetória marcada por articulação, experimentação e permanência no campo da cultura contemporânea chega a uma década em 2026. O Chão SLZ comemora dez anos de atuação com reconhecimento nacional: o projeto foi selecionado no Programa de Ações Continuadas/Artes Visuais da Funarte e anuncia a abertura da residência artística “Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro”.

Localizado no Centro Histórico de São Luís, o espaço se firmou como um dos principais articuladores da produção artística maranhense em diálogo com circuitos nacionais e internacionais. Desde 2024 reconhecido como Ponto de Cultura, o Chão amplia, neste ciclo comemorativo, sua atuação com um conjunto de ações estruturantes voltadas à acessibilidade, sustentabilidade e fortalecimento institucional.

Entre as iniciativas previstas estão a adaptação de infraestrutura com foco em acessibilidade, formação de equipe, ações educativas e implementação de sinalização inclusiva. O projeto também incorpora medidas de sustentabilidade ambiental e institui um protocolo de prevenção e enfrentamento ao assédio moral, sexual e à violência de gênero. Soma-se a isso a criação de um Laboratório de Gestão, voltado à troca de experiências entre gestores, artistas e instituições parceiras.

A programação de “Chão SLZ – 10 anos” será desenvolvida ao longo de dez meses, com funcionamento contínuo do espaço e atividades que articulam formação, criação e debate público, reafirmando compromissos com inclusão, equidade de gênero e práticas sustentáveis.

Residência artística abre chamada nacional

Como um dos eixos centrais da celebração, o Chão SLZ lança a chamada pública “Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro”, que irá selecionar cinco propostas individuais de todo o país. A iniciativa propõe refletir o território em suas dimensões simbólica, política, afetiva e histórica.

As residências terão duração de 15 dias ininterruptos, voltadas a artistas, curadores(as), pesquisadores(as) e profissionais da cultura brasileiros ou residentes no país há pelo menos quatro anos. Os participantes desenvolverão pesquisas e ações formativas, incluindo a realização de oficinas durante o período.

A seleção considera critérios como consistência conceitual, relação com o território e potencial de experimentação. Pessoas com deficiência podem se inscrever, reforçando o caráter acessível da iniciativa. Cada selecionado receberá bolsa de R$ 5 mil, além de acompanhamento de pesquisa e custeio de deslocamento (ida e volta).

Fundado em 2015 por artistas e gestores culturais, o Chão SLZ é hoje coordenado por Dinho Araujo, Camila Grimaldi, Samantha Moreira e Thadeu Macedo. Inserido em uma área reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO, o espaço mantém uma atuação que conecta práticas contemporâneas a manifestações tradicionais, fortalecendo redes e promovendo encontros entre artistas, moradores e coletivos culturais.

Mais informações podem ser acessadas no perfil oficial do espaço.

Serviço:

O quê: projeto “Chão SLZ – 10 anos” + chamada pública “Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro”;

Quando: inscrições para a residência artística “Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro”, de 6 de abril a 6 de maio;

Inscrições: por meio de formulário on-line, disponível no linktree do Chão SLZ: https://linktr.ee/CHAOSLZ

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

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