Dia de Reis: Casa das Minas celebra espiritualidade e memória ancestral no Maranhão

No dia 6 de janeiro, data que marca o Dia de Reis no calendário cristão, a Casa das Minas reafirma sua centralidade como espaço de preservação da cultura afro-brasileira. O terreiro, referência da tradição do Tambor de Mina Jeje, insere-se no clima simbólico do ciclo natalino ao mesmo tempo em que afirma sua própria cosmologia, profundamente enraizada na ancestralidade africana. A programação do Dia de Reis na Casa das Minas nesta terça-feira inclui missa às 11h e ladainha às 20h.

O Dia de Reis celebra, na tradição cristã, a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus e representa o ponto culminante das festividades iniciadas no Natal. Em diversas regiões do Brasil, a data ganha forma por meio da Folia de Reis e do Reisado, manifestações populares que unem música, dança, cortejos e personagens simbólicos. Em Minas Gerais, a Folia de Reis é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial, enquanto no Maranhão o Reisado mantém presença viva e expressiva, com grupos que encenam a jornada dos Reis Magos por meio de cantos, coreografias e figuras como Reis, Rainhas e o Anjo anunciador.

Ao celebrar o Dia de Reis, a Casa das Minas se insere no ambiente cultural que envolve a data em todo o país, dialogando com o calendário festivo brasileiro e reafirmando a pluralidade de expressões que convivem nesse período. Enquanto folias e reisados ocupam ruas e comunidades, o terreiro fortalece sua tradição por meio do Tambor de Mina, revelando a riqueza de um Brasil que se constrói a partir do encontro entre diferentes matrizes culturais.

A celebração na Casa das Minas evidencia a potência da herança afro-brasileira no Maranhão e reforça a importância da convivência entre diversas formas de celebrar o sagrado, o tempo e a memória coletiva.

Nesse mesmo período festivo, a Casa das Minas realiza suas celebrações dentro da lógica própria do Tambor de Mina, tradição religiosa trazida ao Maranhão por povos africanos da região do antigo Daomé.

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

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