Encantarias do mar e sotaque de matraca marcam novo encontro de Célia Sampaio com Humberto Filho

Chegou a melhor época do ano no Maranhão, e a música maranhense ganha um encontro raro nesse tempo de Guarnicê!! Neste domingo (14), a cantora e compositora maranhense Célia Sampaio apresenta nas plataformas digitais a inédita Trouxe Pra Mim, criação compartilhada com Humberto Filho de Maracanã, herdeiro de uma das tradições mais emblemáticas do Bumba meu boi do Maranhão.

A faixa nasce das encantarias que habitam o imaginário maranhense. Um jasmim vindo do jardim de Iemanjá pelas mãos da menina das ondas abre caminho para paisagens simbólicas: Pedra de Itacolomy, Ilha de Guarapirá, o Veleiro Grande no horizonte, todos sob a proteção do Rei da Maresia e da corte do mar.

Para Célia, a canção transforma território em linguagem sonora. A letra surgiu primeiro desenhada para o sotaque de matraca, escrita por Humberto Filho. Ao chegar ao repertório da artista, ganhou outra arquitetura musical: a cadência do reggae ao lado da força imagética do boi. Jamaica e Maranhão dividindo o mesmo campo de criação.

A produção reúne também o tecladista e produtor musical Jesiel Bives, ampliando os contornos desse encontro entre tradição e invenção.

O lançamento ganha dimensão presencial no mesmo dia da estreia digital. A nova edição da Feirinha São Luís recebe o show às 13h, na Praça Benedito Leite, no Centro Histórico da capital. No palco, Célia Sampaio e Humberto Filho apresentam juntos Trouxe Pra Mim pela primeira vez diante do público.

Natural de São Luís, Célia Sampaio construiu uma trajetória marcada pela presença feminina dentro do reggae nacional. Cantora, compositora, multi-instrumentista, artesã e técnica de enfermagem, iniciou sua caminhada artística nos anos 1980 com a banda Guethos e consolidou uma obra atravessada por ancestralidade afro-brasileira e identidade maranhense.

Entre os trabalhos mais reconhecidos estão Diferente (2000), o álbum Célia Sampaio (2022), dedicado à memória do reggae maranhense, e Eparrey, seu lançamento mais recente em homenagem a Iansã.

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

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