Festival Luz Negra reúne estrelas nacionais para celebrar a cultura afro-brasileira no Maranhão

O Maranhão será palco de uma grande celebração da cultura negra em novembro com a realização do Festival Luz Negra, que une música, tradição, arte e ancestralidade em uma programação diversa e vibrante. O evento ocorre nos dias 8 de novembro, em São Luís, na Praça das Mercês, e 15 de novembro, em Alcântara, na histórica Praça do Pelourinho.

Com patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o festival integra as ações do Mês da Consciência Negra e propõe mais do que entretenimento: é um manifesto de resistência, valorização da negritude e afirmação identitária.

Entre as atrações confirmadas estão apresentações de Bumba Meu Boi e Tambor de Crioula — manifestações reconhecidas como patrimônios culturais imateriais pelo IPHAN e pela UNESCO —, além de shows de artistas locais e nomes de destaque da música afro-brasileira como Luedji Luna e Daúde.

A programação do Luz Negra destaca talentos maranhenses e promove intercâmbios culturais com artistas de outros estados. Um dos pilares do festival é a Banda Luz Negra, formada por músicos do Maranhão que acompanharão cantores e cantadoras locais como Milla Camões, Paulinho Akomabu, Gugs e representantes dos bois da Maioba, Maracanã e Pindaré.

A banda é composta por Jadi Seguins (trombone e direção musical), Danilo Santos (saxofone/flauta), Hugo Carafunim (trompete/flugelhorn), Fernando Moreira (bateria), Daniel Santos (teclado/sintetizadores), Joares Miranda (baixo), Dark Brandão, Zequinha Moura e Jessica Martins (percussão), além dos vocais de Ross Black, Erick End e Emanuele Paz.

Em São Luís, o festival recebe a cantora Luedji Luna, conhecida por seu trabalho que mistura influências do jazz, R&B, MPB e ritmos africanos, com letras que abordam temas como amor, ancestralidade, raça e gênero. Seu show “Um Mar Pra Cada Um, Antes Que a Terra Acabe!” promete ser um dos momentos mais marcantes do evento.

Já em Alcântara, o destaque é a apresentação da cantora Daúde, referência na cena musical afro-brasileira por sua fusão entre sonoridades tradicionais e elementos contemporâneos como a música eletrônica e o pop. Com repertório que transita pelo samba-reggae e afrobeat, Daúde leva ao palco um show potente e representativo.

Além da música, o festival celebra as expressões culturais afro-maranhenses com apresentações de grupos tradicionais como: Tambor de Itamatatiua (Alcântara), Tambor Turma da Fé (bairro Liberdade – São Luís), Boi de Leonardo (Liberdade – São Luís), Coco Marajá do Cajueiro (Alcântara) e Caroço Quilombolas da comunidade Itaperinha (Tutóia).

O Luz Negra também aposta na formação e no diálogo com a juventude. Durante a semana do festival, serão realizadas oficinas e rodas de conversa voltadas a crianças e adolescentes, reforçando o papel do evento como espaço de reflexão, conhecimento e fortalecimento da identidade negra.

O projeto também marca presença nas redes sociais com o perfil @festivalluznegra, no Instagram, onde o público pode acompanhar informações sobre a programação e os bastidores do evento.

Programação do Festival Luz Negra

São Luís – 08 de novembro | Praça das Mercês

  • Banda Luz Negra

  • Caroço Quilombolas (Tutóia)

  • Tambor Turma da Fé (Liberdade)

  • Boi de Leonardo (Liberdade)

  • Luedji Luna (Salvador – BA)

Alcântara – 15 de novembro | Praça do Pelourinho

  • Coco Marajá do Cajueiro (Alcântara)

  • Tambor de Itamatatiua (Alcântara)

  • Banda Luz Negra

  • Daúde (Salvador – BA)

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

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