Itaú Cultural Play homenageia a atriz Ruth de Souza com a exibição de Filhas do Vento e alguns filmes voltam para o catálogo

(Foto: Reprodução/O Globo)

 Em comemoração ao aniversário de Ruth de Souza, a plataforma dedicada ao cinema brasileiro disponibiliza Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo. O filme traz no elenco, além da homenageada, Milton Gonçalves, Léa Garcia, Taís Araújo e Thalma de Freitas. Também retornam para o catálogo As hipermulheres, Transamazônia, Já que ninguém me tira para dançar, Deus e o diabo na terra do sol e Cabra marcado para morrer

 

Em 12 de maio, dia em que a atriz Ruth de Souza (1921 – 2019) completaria 103 anos de idade, a Itaú Cultural Play a homenageia disponibilizando em seu catálogo o longa metragem Filhas do Vento, de 2004, dirigido por Joel Zito Araújo. Na mesma data, retornam para a plataforma As hipermulheres, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro, Transamazônia, de Bea Morbach, Débora Mcdowell e Renata Taylor, Já que ninguém me tira para dançar, de Ana Maria Magalhães, Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, e Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho.

Estes e todos os filmes da plataforma de cinema brasileiro do Itaú Cultural podem ser acessados gratuitamente em www.itauculturalplay.com.br ou por meio do aplicativo para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. O app IC Play também está disponível nas smart TVs da LG e na Apple TV.

 

Homenagem a Ruth de Souza

Em Filhas do Vento, duas irmãs vivem com o pai em uma pequena cidade de Minas Gerais. Uma delas quer deixar a casa paterna e se tornar atriz no Rio de Janeiro. A outra quer viver uma grande experiência amorosa. Cada uma segue o seu sonho, a contragosto do pai, um homem ciumento e rigoroso. Distantes por quarenta anos, elas voltam a se encontrar no dia do enterro do patriarca. Este foi o primeiro longa-metragem de ficção do diretor, que, até então, dedicou a sua carreira aos documentários.

Premiado no Festival de Gramado de 2004 em diversas categorias, o filme é um bom exemplar do projeto de Joel Zito de criar um cinema com protagonismo negro, do elenco ao roteiro. Por meio de um drama familiar de pais e filhas no interior do país, o diretor reflete sobre os fantasmas da escravidão e do racismo na sociedade brasileira.

 De volta à plataforma

Em As Hipermulheres, uma anciã da comunidade dos indígenas Kuikuro, em Mato Grosso, faz um último pedido para o seu companheiro: cantar no Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu. As mulheres se reúnem para ensaiar e para preparar a festa, mas a cantora que guarda a memória das antigas músicas está doente.

Um road movie, Transamazonia percorre a rodovia homônima captando encontros e paisagens entre as cidades de Marabá, no Pará, e Lábrea, no Amazonas. Melissa é uma mãe de 21 anos. Marcelly, aos 35, está desempregada. As duas são travestis que habitam pontos distintos dessa estrada que dilacerou o país.

 Já que ninguém me tira para dançar revisita a vida e a arte de Leila Diniz, um dos maiores ícones brasileiros. A autenticidade e a liberdade de ser e agir de Leila abriram caminho para a revolução sexual durante os anos sombrios da ditadura militar. A estrela que brilhou nos anos de 1960 deixou um legado que permanece até hoje, 50 anos após a sua trágica morte.

Em Cabra marcado para morrer, um filme sobre João Pedro Teixeira, líder da Liga Camponesa de Sapé, na Paraíba, assassinado em 1962, é iniciado, mas acaba interrompido pelo golpe civil-militar de 1964, quando parte do material é apreendido. Passados quase 20 anos, realiza-se um novo encontro com a história da sua família e da luta camponesa, agora do ponto de vista da viúva Elizabeth Teixeira e dos seus filhos.

Deus e o diabo na terra do sol se passa no sertão nordestino, onde um vaqueiro miserável mata o patrão. Ele foge com a mulher e é acolhido por um beato negro, de quem se torna um seguidor. Insatisfeita, a elite local contrata um matador para dar cabo do santo e dos seus fiéis. O casal sobrevive e, na caatinga, se encontra com o bando do cangaceiro Corisco.

 

SERVIÇO:

IC Play
12 de maio

Em www.itauculturalplay.com.br e disponível nas smart TVs da LG e Apple TV.

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade
PIX DIÁRIO DE BORDO SLZ
Arquivos