João de Uma tem um Boi é a produção maranhense vencedora do Prêmio Itaú Cultural Play no 47º Guarnicê de Cinema

Anunciado na cerimônia de premiação e encerramento do festival, o curta dirigido por Pablo Monteiro e pelo Coletivo LAB+SLZ receberá R$ 15 mil pelo  licenciamento para integrar o catálogo da Itaú Cultural Play por 24 meses

 

A parceria inédita entre a plataforma de streaming Itaú Cultural Play e o Guarnicê de Cinema contemplou o documentário João de Una tem um Boi como a vencedora do Prêmio Itaú Cultural Play na 47ª edição do festival maranhense. O anúncio foi feito durante a cerimônia realizada no Teatro Arthur Azevedo na noite de sexta-feira passada, dia 14.

O filme concorreu com outros 11 curtas-metragens maranhenses selecionados para as mostras competitivas do Guarnicê. Ele aborda a relação entre a devoção e a brincadeira de bumba-meu-boi na Tenda Nossa Senhora Aparecida. No filme, a morte do Boi de João de Una é uma das festas do calendário do terreiro, chefiado por Joseph Joan, o Pai Joan e ganha destaque pelo toque das caixas, tambores, radiolas, matracas e pandeiros do lugar.

“Nos orgulha muito que uma produção como João de Una tem um Boi, fruto de uma formação para jovens negros de comunidades periféricas de São Luís, consiga cruzar tantos caminhos. Esse é o cinema que a gente acredita, um cinema com cor, que possa pensar por si próprio”, declara Pablo Monteiro, que assina a direção do filme ao lado do Coletivo LAB+SLZ.

Para a escolha do filme, a equipe de seleção do Itaú Cultural considerou que a obra retratou a complexidade e a beleza de uma expressão cultural tradicional e ao mesmo tempo contemporânea, entre as raízes e o desejo por uma sociedade diversa e inclusiva. Esse percurso foi feito a partir de uma captação rigorosa e inventiva, que também captou a grandiosidade inquietante e poderosa da personagem João de Una.

A parceria da Itaú Cultural Play com o Guarnicê se estende para a plataforma (www.itauculturalplay.com.br), que abriga até o dia 30 de junho uma mostra com sete curtas-metragens nacionais e maranhenses participantes do festival neste ano. São elas, Bença (PR), de Mano Cappu; Deixa (RJ), dirigida por Mariana Jaspe; Jussara (BA), de Camila Ribeiro; Pirenopolynda (GO/DF/CE), com direção de Tita Maravilha, Izzi Vitório e Bruno Victor; e as maranhenses Maria Parteira, de Marla Silveira, Não Existem Mártires, Apenas Marketing, de João Luciano, e a vencedora João de Una tem um Boi, com direção conjunta de Pablo Monteiro e LAB+SLZ.

Sobre Pablo Monteiro

É formado em História, com foco em história oral. Pesquisa e realiza trabalhos documentais a partir do uso da imagem (fotografia e vídeo) e do som, registrando práticas do universo afro-maranhense, com destaque para a religiosidade/festividade. Atua coletivamente na produtora audiovisual BICHO D’ÁGUA FILMES, realizando e intermediando conteúdos em audiovisual a partir de abordagens periféricas, priorizando narrativas negras. Além de João de Una tem um Boi (2024), assina, ainda, a direção dos filmes Quem passou primeiro foi São Benedito (2017), Princesa do meu lugar (2020) e Banzeiro e Maresia (2023).

Sobre o coletivo LAB+SLZ

Foi formado a partir da oficina Possibilidades para uma narrativa documental, ministrada por Pablo Monteiro, para o SESC-MA, resultando na feitura do filme João de Una tem um Boi. A turma contou com a participação de 15 alunos negros, oriundos de comunidades periféricas, abordando, entre outros assuntos, a relação entre ética e estética no cinema documental, que posteriormente deu base à produção do documentário.

João de Uma tem um Boi contou com dois dias de gravação na comunidade rural de Itapera do Maracanã, quando o coletivo se envolveu diretamente. No primeiro, captou imagens da preparação da festa e as entrevistas que dão suporte a narrativa do filme, e, no segundo dia, fez a cobertura completa da festividade em si.

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

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