Luiz Claudio dispara “O Som é Cruel” em primeiro álbum autoral

O paraense, radicado no Maranhão, Luiz Claudio, craque da percussão, lança primeiro álbum autoral. Artesão de conexões originais entre ritmos e sonoridades da cultura popular e da música eletrônica, o percussionista assume os vocais e o verbo em “O Som É Cruel”. O disco chega às plataformas, nesta quinta-feira, 25 de abril.

O paraense Allan Carvalho, o paulista Otávio Rodrigues, o potiguar Yrahn Barreto e os maranhenses Fernando Santos, Madian e Zeca Baleiro são alguns dos parceiros que também participam do álbum, além de artistas como Anna Cláudia, Djalma Chaves, Elizeu Cardoso, Regiane Araújo, Canta Boddenberg (Alemanha), Manlio Macchiavello (Itália) e Noite.

Com direção artística de Luiz Claudio e Zeca Baleiro, “O Som É Cruel” destaca ritmos tradicionais da música maranhense como Tambor de Mina, Tambor de Crioula, Tribo de Índio e Boi de Caixa, em combinações originais com a música eletrônica. Soul, Reggae, Ska, R&B e Funk também fazem parte das experimentações sonoras do artista.

“O Som É Cruel” é um lançamento do Selo e estúdio Zabumba Records, do próprio artista, com distribuição da OneRPM. O álbum sucede o EP solo Encantarias (2017), que reúne composições autorais e de mestres da cultura popular maranhense. Antes disso, lançou trabalhos em parceria com outros músicos, como Som na Lata, Fogo de Mão, Loopcinico (cd selecionado para o Prêmio da Música Brasileira em 2014, que abriu os caminhos da música eletrônica misturada aos ritmos maranhenses e paraenses de origem africana, indígena e do Oriente Médio) e o álbum Batuques do Norte (2016), em parceria com o Trio Manari de Belém do Pará.

“Se a crueldade do som pudesse ser vertida para algo pictórico, talvez a imagem mais forte fosse a de alguém que olha diretamente para o Sol. A capa, com esse rosto fantasmagórico em pinceladas brutas, reflete algo do êxtase de olhar diretamente para o Sol”, contextualiza Lucas Maciel, responsável pela arte da capa.

Natural de Belém, Luiz chegou no Maranhão no final da década de 1970 e hoje é um dos músicos mais inventivos em atividade, além de pesquisador da cultura popular e uma referência quando se trata de ritmos tradicionais e da fusão com a música eletrônica, que começou a fazer na década de 1990. Em quase 30 anos de música, já tocou e gravou com Nelson Ayres, Ceumar, Chico Saraiva, A Barca, Flávia Bittencourt, Zeca Baleiro, Rita Benneditto, Naná Vasconcelos e Rubens Salles, além de realizar oficinas de ritmos maranhenses, como no PASIC 2023, em Indianápolis (EUA).

O SOM É CRUEL, por Luiz Claudio

1 UM LUGAR PRA SER FELIZ (aqui ou em qualquer lugar) (Luiz Claudio / Zeca Baleiro)

É uma letra de saudosismo de minha terra, Belém. E pra dizer que podemos ser felizes em qualquer lugar. O ritmo é Tribo de Índio, tocado no Carnaval maranhense.

2 JAH NÃO SOU SEXY (Luiz Claudio / Otávio Rodrigues)

Tirei uma onda comigo mesmo, que fiz 60 anos em março. Traz a linguagem do Soul Reggae jamaicano, com uma base linda do Otávio Rodrigues.

3 O SOM É CRUEL (Luiz Claudio / Zeca Baleiro)

Divido os vocais com Zeca, que é meu parceiro nessa canção, que dá título ao trabalho.

Fiz a bordo de um catamarã enquanto navegava bem em frente a São Luís. De repente ouvia sons das festas vindo da beira mar, tocando reggae, lambada… No final, falamos sobre a ancestralidade negra do Maranhão. Na letra, Mina faz alusão ao Tambor de Mina. Eu criei o ritmo para essa música, Minambô – é uma mistura de terecô do Tambor de Mina de Codó com Tambor de Crioula.

4 O CÉU DE SÃO PAULO (Luiz Claudio/Fernando Santos / Noite)

Uma homenagem a SP, que me acolheu na década de 90. No final c A base eletrônica é do Denis Duarte de São Paulo e convidei a Noite para rimar e cantar. Tem uma levada de pandeirão do Sotaque da baixada do Bumba meu boi e do Boi de Pindaré.

5 CAPADÓCIA (Luiz Claudio e Fernando Santos)

É uma viagem abstrata , fala do bairro da Madre Deus em São Luís e o ritmo tocado é o do Bloco Tradicional, típico do Carnaval do Maranhão.

6 BEDUÍNDIA (Luiz Claudio e Yrahn Barreto)

Yrahn Barreto canta comigo essa faixa, que tem sotaque de Boi de Caixa da Baixada. Fiz depois de assistir um documentário de viagens em que uma maranhense parecendo uma índia, andava de camelo pelo Saara.  

7 TAPAS Y QUESOS (Luiz Claudio e Fernando Santos)

Fiz numa madrugada, observando minha mulher reunida com as amigas e comendo tapas e queijos. Fala um pouco de nossa relação e faz uma espécie de paródia de “Entre tapas e beijos”. Divido os vocais com Andrea Canta, cantora e compositora alemã que morou em São Luís e tem o projeto colaborativo Canta Boddenberg com o compositor e produtor Lutz Boddenberg, em Düsseldorf (Alemanha). Eles produziram comigo a faixa, com uma levada Bossa Nova.

8 ROLÊ (Luiz Claudio e Allan Carvalho)

Foi a última a ser composta. Surgiu de um zap com meu sobrinho que está morando em Coimbra/Portugal. Ele respondeu que não estava em casa naquele momento porque teve que ir rapidinho, ali em Lisboa. Achei surreal essa frase e fiz a letra desse Funk R&B.

9 PUNGADA DE HOMI (Luiz Claudio e Madian)

Com levada de pandeiro misturando Afoxé, Embolada e Capoeira Angola, fala de uma expressão de dança e luta quase em extinção no Maranhão, a punga dos homens, que acontece na roda de tambor.

10 DUANNA E MALU (Luiz Claudio e Allan Carvalho)

Fiz essa Valsa pra minha filha Duanna e minha neta Malu.

11 ADIEU / ADEUS (Mestre Zió – versão em francês Manlio Macchiavello)

É uma toada do Mestre Zió, que eu já tinha gravado em “Encantarias” e aqui ganhou levada de Ska e uma versão em francês, que canto com Manlio.

O SOM É CRUEL | LUIZ CLAUDIO | Ouça Aqui

1 UM LUGAR PRA SER FELIZ (aqui ou em qualquer lugar) (Luiz Claudio / Zeca Baleiro)

2 JAH NÃO SOU SEXY (Luiz Claudio / Otávio Rodrigues)

3 O SOM É CRUEL (Luiz Claudio / Zeca Baleiro)

4 O CÉU DE SÃO PAULO (Luiz Claudio / Fernando Santos / Noite)

5 CAPADÓCIA (Luiz Claudio e Fernando Santos)

6 BEDUÍNDIA (Luiz Claudio e Yrahn Barreto)

7 TAPAS Y QUESOS (Luiz Claudio e Fernando Santos)

8 ROLÊ (Luiz Claudio e Allan Carvalho)

9 PUNGADA DE HOMI (Luiz Claudio e Madian)

10 DUANNA E MALU (Luiz Claudio e Allan Carvalho)

11 ADIEU / ADEUS (Mestre Zió – versão em francês Manlio Macchiavello)

Direção Artística – Luiz Claudio e Zeca Baleiro

Produção Executiva – Suzana Fernandes

Arte Capa – Lucas Maciel

Arte e Ilustrações Encarte – Alessa Alencar

Masterização Estúdio Banzai (São Paulo) por Leonardo Nakabayashi (exceto Tapas y Quesos, masterizada no Lutz studio (Dusseldorf, Alemanha) por Lutz Boddenberg)

Lançamento do Estúdio Zabumba Records / Distribuição OneRPM

UM LUGAR PRA SER FELIZ (aqui ou em qualquer lugar)

(Luiz Claudio / Zeca Baleiro)

Vozes – Luiz Claudio/ Allan Carvalho

Vocais – Anna Claudia

Violão – Marquinhos Mendonça

Baixo – Mauro Travincas

Harmônica – Ricardo Foca

Teclados e synth – Rubens Salles

Percussão – Luiz Claudio

Produzido por Luiz Claudio

Gravação e Mix Zabumba Records (São Luís) por Daniel Nobre

JAH NÃO SOU SEXY

(Luiz Claudio / Otávio Rodrigues)

Vozes – Luiz Claudio / Otávio Rodrigues / Regiane Araújo / Anna Claudia

Base eletrônica – Otávio Rodrigues

Percussão – Luiz Claudio e Otávio Rodrigues

Produzido por Luiz Claudio e Otávio Rodrigues

Gravação e Mix Zabumba Records (São Luís) por Daniel Nobre

O SOM É CRUEL

(Luiz Claudio / Zeca Baleiro)

Vozes – Luiz Claudio / Zeca Baleiro / Elizeu Cardoso

Programação eletrônica – Denis Duarte

Violão – Zeca Baleiro

Baixo – Fernando Nunes

Percussão – Luiz Claudio 

Produzido por Luiz Claudio, Zeca Baleiro e Denis Duarte

Gravação ¼  Produções por Denis Duarte (SP) e Zabumba Records SLZ por Daniel Nobre

Mix por Leonardo Nakabayashi

O CÉU DE SÃO PAULO

(Luiz Claudio/Fernando Santos / Noite)

Vozes – Luiz Claudio e Noite

Programação eletrônica – Denis Duarte

Violão e Synth – Daniel Nobre

Percussão – Luiz Claudio

Produzido por Luiz Claudio e Denis Duarte

Gravação e Mix Zabumba Records (São Luís) por Daniel Nobre

CAPADÓCIA

(Luiz Claudio e Fernando Santos)

Vozes – Luiz Claudio / Djalma Chaves

Teclados – Renato Serra

Percussão – Ricardo Sandoval e Luiz Claudio

Produzido por Luiz Claudio

Gravação: Zabumba Records (São Luís) por Daniel Nobre e Kadosh Music por Renato Serra 

Mix: Zabumba Records por Daniel Nobre 

BEDUÍNDIA

(Luiz Claudio e Yrahn Barreto)

Vozes – Luiz Claudio e Yrahn Barreto

Vocais  – Jamilly Mendonça

Violão – Yrahn Barreto

Percussão – Luiz Claudio 

Contrabaixo – Fernando Nunes

Produzido por Luiz Claudio

Gravação Zabumba Records (São Luís) por Daniel Nobre e Estúdio Sérgio Farias (Natal/RN) por Sérgio Farias 

Mix: Zabumba Records por Daniel Nobre 

TAPAS Y QUESOS

(Luiz Claudio e Fernando Santos)

Vozes – Luiz Claudio / Andrea Canta

Violão – Fernando Santos

Teclados e synth – Lutz Boddenberg

Percussão – Luiz Claudio

Produzido por Luiz Claudio e Canta Boddenberg

Gravação – Lutz studio (Dusseldorf, Alemanha) e Zabumba Records por Daniel Nobre

Mix e master – Lutz studio (Dusseldorf, Alemanha) por Lutz Boddenberg

ROLÊ

(Luiz Claudio e Allan Carvalho)

Vozes – Luiz Claudio e Allan Carvalho

Violão e Guitarra – Israel Dantas

Trompete e Flugel – Daniel Cavalcante

Percussão – Luiz Claudio

Teclados, Samples, Synth Bass e Arranjo – Bives

Produzido por Luiz Claudio e Bives

Gravação – Zabumba Records  (São Luís) por Daniel Nobre, Studio Raposa por Bives, e Studio Z por Thiago Albuquerque (Belém/Pa)

Mix – Zabumba Records por Daniel Nobre

PUNGADA DE HOMI

(Luiz Claudio e Madian)

Voz – Luiz Claudio e Madian

Violão – Madian

Guitarras, Synth, Synth Bass e Efeitos – Daniel Nobre

Percussão orgânica e pandeiro – Luiz Claudio

Produzido por Luiz Claudio e Daniel Nobre

Gravação e Mix Zabumba Records (São Luís) por Daniel Nobre

DUANNA E MALU

(Luiz Claudio e Allan Carvalho)

Vozes – Luiz Claudio / Anna Claudia

Acordeon – Rui Mário

Violão – Allan Carvalho

Percussão – Luiz Claudio

Produzido por Luiz Claudio

Gravação – Zabumba Records por Daniel Nobre, Studio Z por Thiago Albuquerque (Belém/PA) e Estúdio Master por Rui Mário 

Mix – Zabumba Records (São Luís) por Daniel Nobre

ADIEU / ADEUS

(Mestre Zió – versão em francês Manlio Macchiavello)

Vozes – Manlio Macchiavello / Luiz Claudio

Violão – Manlio Macchiavello

Percussão – Luiz Claudio

Trompete – Daniel Cavalcante

Produzido por Luiz Claudio

Gravação e Mix Zabumba Records (São Luís) por Daniel Nobre

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

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