Mostra de documentários maranhenses abre o mês de março no CCVM

Produções aprovados no edital Ocupa CCVM compõem a programação. Entre os temas, filmes sobre identidade e memória, história do primeiro bloco afro do Maranhão e a cena reggaeira pela ótica feminina

Começou ontem, 1º, e vai até 4 de março, às 19h, no Centro Cultural Vale Maranhão a exibição da Mostra Ocupa CCVM. O evento apresenta em sua programação os filmes selecionados no edital Ocupa CCVM Audiovisual, realizado em 2022. Ao todo, onze documentários receberam recursos para serem produzidos ou finalizados, e englobam uma diversidade de temas como cultura popular, artistas maranhenses da cena queer, diversidade religiosa e cultura afro.

Entre os destaques, o média-metragem Vôs do Munim, dirigido pela artista Claudia Marreiros, que abriu a Mostra, provoca um debate sobre a relevância da oralidade no processo de identidade e memória, partindo do ponto de vista de uma neta que não conheceu seus avós e segue em busca de suas referências identitárias. Neste trajeto, ao deparar-se com avós contemporâneos aos seus, encontra na musicalidade a conexão com a miscigenação que deu origem ao que hoje se conhece como região do Munim, no interior do Maranhão. O filme abre a mostra no dia 1º de março.

O documentário “Akomabu – a cultura não deve morrer”, dirigido por Helen Maria e Juliana Hadad, apresenta a história do Akomabu, primeiro bloco afro do Maranhão nascido no início da década de 80, contada através dos depoimentos de fundadores e brincantes, que revelam lembranças, alegrias, tristezas e, principalmente, o desejo de perpetuar a tradição. “Tem batom no reggae”, do diretor Paulo do Vale, traz a história de luta e resistência das DJs Sandra Marley, Tassila de Paula e Nega Glícia no movimento reggaeiro maranhense, dominado pela figura masculina nos salões.

A Mostra Ocupa CCVM também apresentará importantes registros de manifestações nunca documentadas, como o Bumba Meu Boi Chegou Cravo das Moças, do município de Tutóia, e a segunda etapa do festejo de São Raimundo Nonato dos Mulundus, realizada mais distante da cidade de Vargem Grande. Os documentários são dirigidos por Reinilda Oliveira e Laécio Fontenele, respectivamente.

Além das sessões, haverá bate-papo com os diretores ao fim das exibições. Toda a programação é gratuita. O Centro Cultural Vale Maranhão fica localizado na Rua Direita, nº 149, Centro Histórico de São Luís.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

Exibido ontem, 1º/3

Cazumbando, de Origes com direção de Ingrid Barros

Vôs do Munim, de Claudia Marreiros

hoje, 2/3

Corparte, de Nebraska Diamond

Até tua mãe me recomenda, de Lucas Sá

Tem batom no reggae, de Paulo do Vale

3/3

Akomabu – a cultura não deve morrer, de Helen Maria e Juliana Hadad

Santo Vaqueiro, de Laécio Fontenele

Banzeiro e Maresia, de Pablo Monteiro

4/3

Do ringue aos palcos, de Ricardo Pereira

O jogo da navalha, de Roberto Pereira

Chegou Cravo das Moças, de Reinilda Oliveira

Serviço

O quê: Mostra Ocupa CCVM

Quando: De 1º a 4 de março de 2023, às 19h

Onde: Centro Cultural Vale Maranhão – Rua Direita, nº 149, Centro Histórico de São Luís.

Site: www.ccv-ma.org.br

Redes sociais: @centroculturalvalemaranhao

 

 

(Da redação com informações da Assessoria)

 

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

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