Pequena Companhia de Teatro, do Maranhão, em temporada no Sudeste do país

A Pequena Companhia de Teatro, em feito inédito para um grupo de teatro de pesquisa maranhense, foi selecionada no Edital de Patrocínio Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) 2023 – 2025 e fará temporada regular do espetáculo “Velhos Caem do Céu como Canivetes” nos Centros Culturais do Banco do Brasil de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo.
A primeira etapa de execução acontecerá nos meses de novembro e dezembro de 2024 em Belo Horizonte (MG), onde a companhia, além de apresentar o espetáculo, realizará debates, oficinas e intercâmbio com grupo local.
A previsão de execução nos outros Centros Culturais é de que ocorram no primeiro semestre de 2025. Rio de Janeiro, março e abril; Brasília, maio e junho e São Paulo em junho e julho do ano que vem.
SOBRE O ESPETÁCULO:
Velhos Caem do Céu como Canivetes”, que estreou em 2013, é livremente inspirado no conto “Un señor muy viejo con unas alas enormes”, de Gabriel García Márquez. Com dramaturgia e encenação de Marcelo Flecha, a narrativa apresenta duas personagens em permanente exercício dialético: um Ser Humano, representado pelo ator Cláudio Marconcine, e um Ser Alado, representado pelo ator Jorge Choairy.
O ser humano, um catador de lixo que tenta sobreviver à miséria que assola sua família, vê sua rotina mudar com a queda de um ser alado em seu quintal. O espanto inicial dá lugar à necessidade de identificar o estranho ser, gerando um permanente questionamento quanto à definição do ser alado. Seria um anjo? Um frango? Um delírio provocado pela fome? É nessa teia que o espectador é convidado a se equilibrar, enquanto os dois seres se digladiam em um intenso confronto dialético. O exílio forçoso de um, e a miséria do outro, pontuam a trama, que apresenta um cenário pós-apocalíptico permeado de desesperança. Um ser alado e um ser humano, no abismo de suas percepções, preconceitos, medos e dúvidas.
A encenação do espetáculo “Velhos Caem do Céu como Canivetes” utilizou, na sua montagem, a metodologia desenvolvida pela Pequena Companhia de Teatro durante a última década, sistematizada no instrumento denominado Quadro de Antagônicos. É através desse instrumento que os caminhos da encenação são indicados, partindo da oposição física como fundamento para o treinamento do ator e a construção das personagens.
O espetáculo faz parte do repertório da Pequena Companhia de Teatro, que inclui ainda “Pai & Filho”, de 2010 e Ensaio sobre a Memória, de 2019.
TRAJETÓRIA DO ESPETÁCULO:
“Velhos Caem do Ceú como Canivetes” foi contemplado com dois Prêmios FUNARTE de Teatro Myriam Muniz 2012/2013. Estreou dia 04/10/2013 na sede da Pequena Companhia de Teatro, em São Luís, capital do estado do Maranhão. Circulou pelos projetos SESC Amazônia das Artes, por todas as capitais da Amazônia Legal, pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura, pelo centro-oeste do país, além de realizar ocupação no Centro Cultural BNB, em Fortaleza, pelo programa BNB de Cultura. O espetáculo já realizou 83 apresentações em 23 cidades de 14 estados.

Vencedor do V Prêmio SATED – MA de Artes Cênicas nas categorias de Melhor EspetáculoMelhor Direção e Melhor Ator (Jorge Choairy). Participou da 8ª Aldeia SESC Guajajara de Artes, da IX 14ª Semana do Teatro no Maranhão e da Conexão Teatro, em São Luís/MA, da Semana de Artes de Balsas/MA, do 21° Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga/CE e 9º FENTEPIRA – Festival Nacional de Teatro de Piracicaba/SP, FestLuso-Festival de Teatro Lusófono/PI, entre outros.

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO
Iluminação, cenografia e figurinos de Marcelo Flecha;
Trilha sonora de Jorge Choairy e Marcelo Flecha;
Produção de Katia Lopes;
Identidade visual de Claudio Marconcine;
Fotos de divulgação por Ayrton Valle.
SOBRE O EDITAL DE PATROCÍNIO DOS CCBBS
Foram selecionados 137 projetos, entre mais de 6 mil inscritos, que poderão compor a programação dos quatro centros culturais Banco do Brasil.
São 41 projetos de artes cênicas, 36 de cinema, 24 de exposição, 13 de ideias, 19 de música e 04 do Programa Educativo. A lista completa está disponível no site www.bb.com.br/patrocínios.

Todos os projetos inscritos foram analisados com base em critérios expressos no regulamento do edital.
A escolha dos projetos foi orientada, ainda, pelos critérios de avaliação, que preveem: relevância conceitual e temática, aderência às premissas e aos pilares conceituais, viabilidade técnica e financeira e acessibilidade aos diversos públicos de pessoas com deficiência.


Os pilares conceituais

Pluralidade cultural
Projetos que expressem a pluralidade cultural, a diversidade, a riqueza de manifestações regionais brasileiras e/ou internacionais, e que garantam representatividade em suas produções.

Multidisciplinaridade
Projetos que enriqueçam a experiência, percorram diferentes áreas culturais, estimulem a reflexão e o conjunto de nossos sentidos, e que valorizem a multiplicidade de saberes e linguagens.

Diálogos
Projetos que acolham o outro e promovam envolvimento e diálogos relevantes, proporcionando trocas significativas com público, artistas, mercado e sociedade.

Identidade
Projetos que reafirmem nossas origens e ancestralidade, suas narrativas e símbolos, o pensamento decolonial e os desafios de inclusão e acessibilidade, dentre outras questões, que ofereçam caminhos para compreender a construção contemporânea de identidades.

Novos olhares
Projetos não óbvios, surpreendentes e que abram novas perspectivas sobre questões da contemporaneidade, o que pode significar romper paradigmas sobre o próprio fazer artístico.

SERVIÇO:
“Velhos caem do céu como canivetes”
Centro Cultural Banco do Brasil / Belo Horizonte (MG)
Teatro II
De 15/11 a 09/12 (sexta a segunda), 19h
Ingressos a preços populares já praticados pelos CCBBs, R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia).
Debate: Desconstruindo Velhos caem do céu como canivetes
Sessões inclusivas
Exposição Pequena Mostra de Teatro
Oficina Artesania Iluminocenográfica: desenvolvendo tecnologia a partir da obsolescência
Intercâmbio: Fórum Permanente de Reflexão

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

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