Sorvete feito à base de farinha de mesocarpo fortalece cadeia produtiva do babaçu em todo o Maranhão

Desenvolvido pela Oba Oba Sorvetes e Açaí, o produto utiliza a farinha fornecida pela Rede Mulheres do Maranhão (RMM).

SANTA INÊS – A tradição e os sabores maranhenses ganham uma nova expressão com o novo Sorvete de Babaçu elaborado a partir da farinha de mesocarpo fornecida pela Rede Mulheres do Maranhão (RMM). O estado passa a contar com a novidade já neste primeiro semestre de 2025. Com a nova receita proposta pela Oba Oba Sorvetes e Açaí, o Maranhão ganha um produto que representa sua cultura e fortalece a cadeia produtiva do babaçu produzida no município de Santa Inês.

A iniciativa nasceu do compromisso da RMM em expandir o alcance e impacto de seus produtos, conectando produtores locais a empresas que compartilham os mesmos valores de sustentabilidade e inclusão social. É daí que surge a parceria com a Oba Oba Sorvetes e Açaí, que deu origem ao sorvete.

A união entre a Rede e a empresa permitiu a incorporação da farinha de mesocarpo de babaçu na formulação de um sorvete cremoso e um picolé refrescante, o gostinho regional vem para garantir novos mercados para as quebradeiras de coco.

Para Joceline Conrado, líder de projetos da Mandú Inovação Social, que coordena o projeto da RMM, a colaboração com a Oba Oba Sorvetes e Açaí sinaliza a criação de uma fonte de receita perene para as mulheres que produzem a farinha de babaçu.

“A expectativa é muito alta, principalmente ao pensarmos no quanto este produto pode impactar na vida de centenas de famílias. O sucesso pode solidificar uma parceria duradoura entre a RMM e a Oba Oba Sorvetes e Açaí, e que destaca o potencial do babaçu como ingrediente chave na indústria de alimentos”, analisa Joceline Conrado.

Ao reforçar o compromisso da RMM com o empoderamento econômico das mulheres na Região do Pindaré, o sorvete pode proporcionar uma visibilidade ainda maior ao grupo de quebradeiras maranhenses.

“Na empresa, nós reconhecemos a importância e a unicidade do babaçu para a nossa cultura e para fomentar o emprego dessas mulheres que vivem dessa extração. Este sorvete celebra a autenticidade do Maranhão (…) e a importância social, histórica e cultural dessas mulheres que estão nesta produção. (…) E agora temos essa receita maravilhosa que traz a essência do sabor de babaçu em nossos picolés”, ressalta a empresária Danielle Sanches, diretora da Oba Oba Sorvetes e Açaí.

A empresa tem 15 anos de mercado e está presente em várias cidades, com mais de 30 unidades no Maranhão, Pará e Piauí, além de atuar no mercado de varejo com freezers, eventos e parcerias institucionais.

Recentemente, a Oba Oba Sorvetes e Açaí realizou a compra inicial de farinha de babaçu da RMM – para a produção de picolé e sorvete para o lançamento oficial do produto, realizada no início deste mês de fevereiro, durante a fundação oficial da Academia Literária do Maranhão, em São Luís.

Localizada em Santa Inês, no Maranhão, a fábrica ocupa uma área de mais de 1.800 m², onde são preparados os mais variados tipos de sorvetes, picolés e açaí. História que você pode conferir aqui: https://obaobasorvetes.com.br/.

Maratona Farinha de Babaçu

No último fim de semana, a Rede Mulheres do Maranhão realizou a 1ª edição da “Maratona Farinha de Babaçu”, promovida pela Mandū – Inovação Social e pela Fundação Cargill.

O evento, ocorrido em São Luís, no espaço Sebrae Lab, teve como objetivo criar novos usos para a farinha de babaçu, desde produtos alimentícios até inovações para os mercados de cosméticos, moda e bioenergia.

Com a participação de estudantes universitários de todo o Maranhão, interessados na possibilidade de transformar a farinha de mesocarpo em soluções criativas e impactantes, fortalecendo a cadeia produtiva do fruto e as próprias comunidades e territórios que vivem a partir do babaçu, como a Rede Mulheres do Maranhão.

Entre os estudantes campeões da Maratona, esteve a mestranda em Propriedade Intelectual e Inovação na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Jéssica Dantas. “Esse evento foi muito importante para que eu mostrasse meu projeto [de mestrado], para saber se estava no caminho certo. (…) Como mulher, posso dizer que [a maratona] impacta diretamente na visibilização feminina. A gente sabe que a mulher tem uma barreira a mais, isso é inegável, e é histórico. Então, trazer mulheres para o protagonismo é fundamental. O que a Rede Mulheres do Maranhão faz é promover o empoderamento e o protagonismo destas mulheres nas suas iniciativas e ações empreendedoras. É mais do que representatividade, é também um sentimento de pertencimento”, ressaltou a estudante.

A RMM vem promovendo vários eventos e parcerias com o intuito de criar novos produtos a partir do babaçu. Através de inovação e criatividade, um dos frutos mais representativos da identidade maranhense pode ganhar mais espaço no cardápio brasileiro, conquistar novos mercados e garantir um futuro de sucesso às empreendedoras maranhenses do babaçu.

Rede Mulheres do Maranhão

A Rede Mulheres do Maranhão tem como objetivo contribuir para a inclusão e transformação socioeconômica das mulheres do Maranhão. Dentro da RMM, são 16 negócios sociais, com impacto em mais de 200 empreendedoras, empreendedores e quebradeiras de coco babaçu, que encontraram no trabalho coletivo sua fonte de renda.

Interessados em estabelecer novas parcerias com a RMM, que valorizem a sustentabilidade, a cultura local e os produtos regionais, podem entrar em contato por meio do Instagram da rede, pelo link: https://www.instagram.com/redemulheresdomaranhao/.

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

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