Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, de volta às telas 30 anos após seu lançamento original.

Literalmente vejo um filme passando pela minha cabeça, uma memória viva de São Luís fora da curva no começo dos anos 90, com a presença de atores, produtores e jornalistas naquela efervescência nos sets de filmagem no Centro Histórico e praia do Araçagi; a emoção de ir às bancas de revistas para ver aqueles registros nas páginas da editoria de Cultura do jornal O Globo, tal como um trailer impresso, iluminando sonhos adolescentes. Uma alegria imensa ver o retorno de Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, aos cinemas em 4K, 30 anos após seu lançamento original.

O filme, que marcou a retomada do cinema brasileiro e a estreia de Carla Camurati como diretora (também responsável pelo roteiro ao lado de Melanie Dimantas), teve grande sucesso e manteve-se nas salas por quase um ano, atingindo a marca de um milhão de espectadores na época. A obra também traz à tona a importância de uma visão feminina à frente de um marco histórico-cultural do país. É pura arte para se contar uma história…

Agora, a versão remasterizada, em 4K, estreia no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Niterói, Porto Alegre, Belém e São Luís. Na capital maranhense a exibição do filme “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil” acontece nas telas do Cinépolis São Luís e no UCI Kinoplex Golden.

A história, que se passa entre o final do século 18 e o início do século 19, acompanha a menina espanhola prometida a João, príncipe de Portugal, que se torna rei como D. João VI após a enfermidade da mãe e a morte do irmão.

Carlota Joaquina traz à tona as turbulências da época, incluindo a Revolução Francesa e as ameaças napoleônicas, que levaram a Corte Portuguesa a fugir para o Brasil, estabelecendo a capital no Rio de Janeiro e alterando o destino de Brasil e Portugal. A jovem princesa é interpretada na infância por Ludmila Dayer, enquanto Marieta Severo assume o papel de Carlota Joaquina na vida adulta. O elenco inclui ainda Marco Nanini (Dom João VI), Marcos Palmeira (Dom Pedro I) e Vera Holtz (Maria Luísa de Parma).

Entre reverberações do passado e o tempo presente, Maranhão, atenção: Carlota Joaquina, Princesa do Brasil é de importância única e essencial para o público local. Vamos prestigiar!

 

 

 

(V.S)

 

 

Vanessa Serra é Jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Assessora de Imprensa e Comunicação.

Pesquisadora musical e entusiasta da Cultura do Vinil/DJ.

Antes de dedicar-se ao conteúdo on-line, publicou o Diário de Bordo, na mídia impressa, por 25 anos. Marcou também sua atuação profissional, por 20 anos, desenvolvendo estratégias de produção e roteiro de programas de rádio e TV, com foco em entretenimento.

É criadora do projeto “Vinil & Poesia” com ações diversas, incluindo feira, saraus e produção fonográfica. Lançou a coletânea maranhense Vinil e Poesia – Vol. 1, em mídia física (LP) e plataformas digitais, reconhecida no Prêmio Papete 2021.

Em 2020, idealizou o programa “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. Dentre as realizações, produz bailes e circuitos, a partir do Alvorada que tem formato original e inovador, 100% vinil, apresentado, ao ar livre, nas manhãs de domingo, com transmissão nas redes sociais e na Rádio Timbira FM.

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