Literatura

O Berro das Letras – Poesia de Karla Castro em destaque com lançamento de livro na Bienal em São Paulo

A poeta, escritora, professora e fisioterapeuta Karla Castro, cearense, radicada em São Luís do Maranhão desde 1999, acabou de lançar seu segundo livro “O berro das letras”. O lançamento ocorreu em São Paulo, durante a 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo neste domingo, 08, no stand K79 no pavilhão de exposições do distrito Anhembi.

“Ontem foi um dia muito especial pra mim, o lançamento oficial do livro “O berro das letras”, na Bienal Do livro/SP. Essa cidade que tem uma importância imensa na minha construção como pessoa e como profissional e estar nela é sempre um momento de celebração. E ainda mais a data do lançamento ser também aniversário de São Luís, cidade que me acolheu e que amo”, conta a escritora.

O livro de poesias “O berro das letras”, de Karla Castro, conta com 40 poemas, e 97 páginas; foi lançado pela editora Literarte, e recebeu capa e ilustrações assinadas pelo artista plástico baiano Pita Paiva.

“Fiz a capa, com imenso prazer, após ler atentamente os arrebatadores poemas desse livro tão forte e tão belo”, relata Pita.

27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo começou, na última sexta-feira (6), teve ingressos esgotados no sábado (7), no domingo (8) e também já esgotados os do próximo sábado (14). A expectativa é que pelo menos 660 mil pessoas compareçam à feira, que vai até domingo (15), no Distrito Anhembi, em Santana.

Com o marido, o advogado Jonas Soares

Karla Castro já tem publicado: Todo o meu sentimento através dos teus olhos, sua obra poética de estreia, premiada no Salon du livre em Genebra – Suíça no começo deste ano.

Ela é membro da Academia de Belas Artes do Rio Grande do Sul, ABARS.

Na Bienal, a obra O Berro das Letras recebeu o Prêmio Livro Destaque. Karla Castro pretende também fazer o lançamento do livro em São Luís, até o final de 2024.

 


A poeta Karla Castro ao lado de Izabelle Valladares, presidente da Literarte (editora)

 

O BERRO DAS LETRAS*

No princípio

Choramingou baixinho o caos

Espremido no líquido amniótico, sufocante e insípido das palavras não criadas,

Que não mais saciavam o vazio transbordante do nada,

Ainda não verbalizado.

 

Um feto.

Um caos feto,

Ruminando a gestação dos últimos dias. Pulsante,

Numa placenta disforme, que já não lhe cabia. Latejante e doído,

Como é a urgência do ato que precede o ser parido.

 

E do hermético calabouço do nada, ouviu-se a ordem: que nasçam as letras!

 

E elas nasceram.

E elas, enfim, berraram. E fez-se a luz.

 

E veio à luz a poesia.

 

*poema de Karla Castro, que dá título à obra.

 

2 comentários

  1. Obrigada Vanessa por tão contundente matéria, você que me acompanha desde os primórdios, que apoia, incentiva e publica como se fosse um livro teu. Beijo de gratidão

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