
Segunda edição do festival levou teatro, dança e circo a São Luís, Caxias, Imperatriz e Itapecuru Mirim durante 15 dias de programação
Mais de 5 mil pessoas acompanharam a segunda edição do Festival Palco Giratório no Maranhão. Durante 15 dias, espetáculos de teatro, dança e circo, além de oficinas e encontros formativos, passaram por São Luís, Caxias, Imperatriz e Itapecuru Mirim.
Realizado pelo Sesc Maranhão, dentro das comemorações pelos 80 anos da instituição, o festival chegou a teatros, praças, escolas e outros espaços, alcançando públicos de diferentes idades.
Os números dão a dimensão dessa circulação. Foram atendidas 30 instituições, entre elas 19 escolas públicas de educação infantil, sete unidades de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e duas casas de idosos. Para esses públicos, foram distribuídos 1.430 ingressos.
Criado há 28 anos, o Palco Giratório mantém uma das mais extensas ações de circulação das artes cênicas promovidas pelo Sesc no país. A passagem pelo Maranhão aproximou companhias de diferentes estados de artistas locais, estudantes, professores e comunidades.
“O festival também fala da criança ou do adulto que foi ao teatro pela primeira vez, da pessoa que se vê representada em cena e do artista que saiu de sua cidade para circular pelo Brasil”, destaca Sandra Nunes, analista de Cultura do Sesc, curadora e produtora do Palco Giratório no Maranhão.
Em São Luís, uma das ações chegou ao Centro Educa Mais João Francisco Lisboa (CEJOL), que recebeu “Jardim das Margaridas”, da Cia. Reboliço de Teatro de Bonecos (MA). Inspirado na trajetória de Margarida Alves, o espetáculo aborda a presença das mulheres no campo e a luta pela terra. A programação também recebeu “Sancho Pança – O Fiel Escudeiro”, da Piruá Produções Artísticas, do Rio Grande do Norte. Interpretado pelo ator Rodrigo Bruggemann, o Palhaço Piruá utiliza elementos do circo, humor e emoção para estabelecer contato direto com o público.
No interior do estado, a circulação alcançou estudantes de diferentes municípios. Em Imperatriz, “Memórias em Maranhês: A Casa” recebeu também alunos de Itinga do Maranhão. Outro destaque foi “Bumba Meu Ball”, da Kora Josa Produções. A montagem aproxima a cultura ballroom brasileira do bumba meu boi do Maranhão e coloca em cena identidades e expressões que dialogam com a cultura popular maranhense.
Para além dos espetáculos, a passagem por quatro cidades colocou em contato grupos locais e nacionais e levou as artes cênicas a pessoas que nem sempre frequentam os espaços tradicionais de cultura.
“Mais de 5 mil pessoas passaram pelo Palco Giratório no Maranhão. Atendemos 30 instituições e alcançamos públicos da educação infantil à Educação de Jovens e Adultos, além de pessoas idosas”, resume Sandra Nunes. A segunda edição encerra a circulação no estado deixando como saldo não apenas o público registrado durante os 15 dias, mas a presença das artes cênicas em escolas, praças e cidades diferentes e o contato de novos espectadores com a produção artística brasileira.